Em artigo assinado pelos militantes do Levante Popular da Juventude do Paraná, Ana Keil e Fernan Silva, os jovens refletem sobre os direitos garantidos pela Constituição Federal  e que não são levados em consideração pelo atual governo do Brasil. A juventude está sem expectativa de futuro: com o projeto de destruição da Educação promovido por Bolsonaro, reivindicam outro projeto para o país, que seja mais solidário e inclusivo para as populações mais vulneráveis.

Leia na íntegra: 

O artigo 25 da Declaração Universal dos Direitos Humanos das Nações Unidas (ONU), de 1948, conceitua o que é um ser humano e, a partir disso, garante a ele “o direito a uma vida capaz de lhe assegurar saúde e bem-estar”, ou seja, alimentação, vestuário, habitação, transporte, assistência médica e serviços sociais. E, pasmem, garante ainda o “direito à segurança em caso de desemprego”. 

No entanto, no Brasil atual esta é uma realidade para poucas/os. Tudo que já foi conquistado pela luta dos movimentos trabalhistas e sociais que nos antecederam está sendo retirado por um regime de pretensa “austeridade”. Que amanhã nos espera? 

O Sistema Único de Saúde, SUS, via planos de saúde? A educação via Estado de vales (“voucher”)? Os direitos trabalhistas em que o próprio trabalhador precisará “garantir” se autogerenciando? 

Com Campanhas de Solidariedade pelo Brasil, movimentos sociais apontam outro caminho: mais que a retirada de Bolsonaro, queremos ainda um Brasil popular, em que o artigo 25 seja um reflexo da realidade, não uma utopia. 

Ana Keil e Fernan Silva são militantes do Levante Popular da Juventude e pesquisadores na área de arte e linguagem