A alta nos preços da cesta básica no Brasil, com destaque para o arroz, vem acompanhada de um cenário de aumento do desemprego, elevado índice de pobreza e milhões de brasileiros encarando a fome. A desastrosa gestão de Jair Bolsonaro explica a disparada do  preço dos alimentos: a falta de planejamento do governo para manter os preços, com estoques reguladores para abastecer o mercado interno e segurando a exportação na fase mais grave da pandemia do novo coronavírus, são apontados como preponderantes para a alta do arroz esse ano.

Só nos primeiros oito meses deste ano, o arroz subiu, em média, 30%, e o  feijão acumula alta de 28,92%, segundo o IPCA do IBGE, e ficaram caros demais para a maioria da população, em especial os trabalhadores e trabalhadoras mais pobres, que foram obrigados a cortar esses itens básicos, preferência nacional em todas as mesas do país.

Além da alta no preço dos alimentos, a redução do auxílio emergencial, de R$ 600 para R$ 300 deve piorar ainda mais a situação. Para o Partido dos Trabalhadores, que encabeçou o projeto da oposição para a aprovação da renda mínima, “a alta da cesta básica deixa milhões à beira da fome, mas o governo não identifica os verdadeiros problemas. A cada dia uma nova mentira é inventada e propagada por seu exército de robôs.”

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) também destaca que o arroz está caro e pode subir ainda mais, conforme o presidente da Associação Paulista de Supermercados (Apas), Ronaldo Santos.  “Nem patriotismo, nem lucro zero, como pediu Bolsonaro, que nada fez para segurar a disparada de preços.”

Recentemente, Bolsonaro pediu aos donos de supermercados ‘patriotismo’ para baixar os preços. Também pediu lucro próximo de zero nos itens da cesta básica. A resposta do presidente da Apas foi que, se nos próximos dois meses o consumo se mantiver no ritmo atual, a tendência é de nova alta nos preços do arroz, que já estão pela hora da morte. “Se a saca de 50 kg se mantiver na faixa de R$ 100, em 30, 60 dias, podemos ver o repasse total ao consumidor no varejo”, disse o representante dos supermercados.

Agricultura Familiar 

Outro fator que deve ser lembrado é o descaso de Jair Bolsonaro com a agricultura familiar. Com o dólar na casa de R$ 5,30, é mais vantagem para o agronegócio vender a produção para o mercado externo, desabastecendo o mercado nacional, o que leva ao aumento dos preços.

Para o diretor técnico do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Fausto Augusto Junior,  bastaria o país ter um presidente que adotasse políticas públicas, como manter estoques reguladores para garantir o mercado interno. “Além de inter-relações com parceiros como a Argentina para a produção de grãos de clima temperado, caso do arroz e do trigo”, pontua Fausto.

O fortalecimento da Agricultura Familiar no Brasil, responsável por cerca de 70% do que vai à mesa dos brasileiros pode diminuir o preço dos alimentos. O que o agronegócio não produz é a agricultura familiar quem dá conta.

Um exemplo é o feijão, alimento que faz parte da cultura brasileira e que vem perdendo espaço na produção nacional. Pequenos produtores cultivam o grão, mas se o setor encolhe, não tem investimentos para produção, como desde o golpe de 2016, que destituiu a presidenta Dilma Rousseff, o mercado interno também fica escasso para o produto, assim como de vários outros. “O setor é pouco valorizado no Brasil. Precisa de mais apoio e um olhar com muitos cuidados”, diz o diretor do Dieese.

O resultado é a fome, que já vinha mostrando sua cara nas ruas das grandes cidades brasileiras desde 2016, mas perdeu a vergonha de vez na administração de Jair Bolsonaro. Na terça-feira (9), um caminhão carregado com 7 toneladas de carne foi saqueado em Itapecerica da Serra (SP), mostrando ao mundo o que os governistas tentam esconder: diante do desemprego e da depressão econômica, o Brasil está famélico e sem um projeto de governo que possa tirar o povo da miséria.

todomundo.org
Com informações de PT e CUT

 

Também não falaram que faltou o governo fortalecer a Agricultura Familiar que é responsável por cerca de 70% do que vai à mesa dos brasileiros.