Ato realizado na última sexta (28) marcou o encerramento desta fase da Brigada

Desde o dia 22 de abril, militantes dos acampamentos e assentamentos de São Paulo se revezaram para fazer ações de solidariedade na capital paulista. Foram distribuídas 27 mil marmitas para pessoas em situação de rua e estrangeiros desempregados e formadas turmas de agentes populares de saúde na ocupação dos estrangeiros junto com médicos e médicas populares.

Cestas e alimentos da reforma agrária e livros da Expressão Popular foram distribuídas para comunidades periféricas em 10 localidades, envolvendo a Gaviões da Fiel, CAMI – Centro de Atendimento ao Migrante, Rede Rua, Entregadores e Entregadoras Anti-Fascistas, e outros.

A Brigada se somou e ajudou a construir as campanhas “Lute como Quem Cuida”, “Periferia Viva” e “Vamos Precisar de Todo Mundo”. Firmadas parceria com a prefeitura de São Paulo e com a contribuição do Armazém do Campo, das associações e cooperativas do interior e do povo Sem Terra das 10 regionais onde o MST está organizado no estado.

O apoio dos amigos e amigas do MST que contribuíram com nossas campanhas de arrecadação financeira, com EPIs, cobertores e agasalhos foi fundamental. Uma corrente de solidariedade e compromisso de classe.

O ato realizado na última sexta (28), marcou o encerramento desta fase da brigada, mas as ações de solidariedade seguem no interior com muita força e vinculadas à organicidade das regionais e ao plano emergencial da Reforma Agrária Popular.

No processo cotidiano da Brigada, aprendizados, estudos, diálogos com psicólogos populares, cantorias, poesias e confraternizações. “Temos orgulho de ter alfabetizado alguns membros da Brigada que não sabiam ler e escrever e também encorajamos uma companheira a se libertar da violência doméstica”, diz a matéria da página do MST.

Na capital, foram construídas relações e a reafirmação do vínculo com o povo com a proposta de transformação radical de uma sociedade que mata de diferentes formas. Fica o desafio do trabalho de base para avançar na organização e na construção do poder popular.

“Nosso reconhecimento à toda militância que ajudou a construir o trabalho da Brigada e nossa homenagem à companheira Zilda Camargo Ramos, primeira militante do MST a falecer pela COVID-19. À ela e a todos e todas brasileiros e brasileiras que se foram, nos comprometemos a lutar sempre.”

Direção Estadual do MST-SP