Na noite de 21 de agosto, a União de Moradores e Trabalhadores (UMT) do Bolsão Formosa, no bairro Novo Mundo, em Curitiba, organizou a primeira de uma série de capacitações com integrantes de cinco associações de moradores locais. O espaço formativo aconteceu na associação de moradores Vila Leão.

O espaço contou com a presença de Manoela Lorenzi, nutricionista e integrante da vigilância sanitária da cidade de Campo Largo (grande Curitiba).

A partir de doação solidária do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e do Sindicato dos Petroleiros do Paraná e Santa Catarina (Sindipetro), a UMT já organizou por três semanas uma cozinha comunitária voltada para moradores, trabalhadores carrinheiros e moradores em situação de rua da região. E a ideia é continuar e seguir em frente.

As marmitas são gratuitas, entregues às quintas-feiras, e alcançam em média 200 pessoas nesse local marcado pela luta por regularização fundiária.

Ao lado da União de Moradores, criada em junho, organizações como Levante Popular da Juventude, Movimento das Trabalhadoras e dos Trabalhadores por Direitos (MTD), organização Consulta Popular atuam no apoio à região, em articulação e no marco da campanha Periferia Viva.

No espaço, Manoela Lorenzi ressaltou a importância da saúde pública e preventiva. Baseada na obra da médica Asa Cristina Laurell, ressaltou como as diferentes enfermidades impactam as classes sociais de formas diferentes.

A avaliação da UMT é de que o aprendizado de saúde preventiva e os cuidados rigorosos na manipulação de alimentos recebidos da reforma agrária garante maior qualidade para a qualificação do espaço e de seus integrantes, melhorando o atendimento à comunidade.

“Tirei muitas dúvidas sobre o que devemos ou não fazer. Às vezes estamos tentando fazer da melhor maneira possível, mas não tínhamos esse conhecimento, sempre é bom aprender cada vez mais, tendo alguém que te instrua para fazer o certo, é o melhor, porque estamos trabalhando com várias pessoas, servindo comida não só para a gente, então temos que ter o máximo cuidado”, afirma Eliane Rodrigues Steinhaus, moradora da região da Formosa e integrante da UMT.

A perspectiva é continuar com os cursos, que devem abranger também os Agentes Populares em Saúde, bem como um Curso de Comunicação Popular para capacitar a comunidade a produzir sua própria comunicação.

BDF PR