MST alerta para o prosseguimento de despejo ilegal no Acampamento Quilombo Campo Grande

O Movimento Sem Terra no estado de Minas Gerais, mais uma vez, denuncia o prosseguimento de despejo ilegal no acampamento Quilombo Campo Grande. Já denunciamos que a área despejada havia ido além do que estava determinado pela liminar judicial, e após destruírem as casas e lavouras das 14 famílias despejadas, os tratores seguem avançando para dentro do território do acampamento e de assentamentos vizinhos.

Na tarde desta segunda-feira (24), ao buscar oficializar a denúncia da ilegalidade do despejo com um Boletim de Ocorrência, o Pastor Otelino foi detido pela PM de Campo do Meio. Assentado, agricultor orgânico certificado e integrante da cooperativa CAMPONESA, o Pastor atua na luta pela terra há pelo menos 15 anos, junto às demais famílias Sem Terra da região.

Mesmo após promover 56 horas de tensão e violações de direitos humanos, a covardia e violência sobre as famílias do acampamento Quilombo Campo Grande segue seu curso. Não bastou realizar um despejo violento em meio à pandemia e usar o aparato da PM para fazer a manutenção desse processo. A ilegalidade continua, não há limites para a covardia do governo Zema e seus aliados, que continua demonstrando o seu descaso com o povo e mostrando sua face criminosa.

Alertamos todas e todos sobre os desdobramentos desse processo. A luta continua e precisamos estar atentas e fortes para seguir denunciando as violências e ilegalidades cometidas contra os povos do campo. Despejo zero.

MST MG
24 de agosto de 2020