O tuitaço #StopBolsonaroMundial tomou as redes, seguido de uma onda de protestos ao redor do mundo contra o presidente brasileiro

A exemplo do que ocorreu no dia 28 de junho, neste domingo (23) o mundo se vê novamente em campanha contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Porém, dessa vez, a pauta incluiu a defesa do meio ambiente a dos povos indígenas como tema principal.

Redes sociais como Facebook, Instagram e Twitter amanheceram repletas de imagens dos protestos ao redor do mundo.

Na página oficial do Facebook organizadores brasileiros da campanha Stop Bolsonaro Mundial, a convocação pede para que internautas estendam o convite para todos em suas redes: “quem está horrorizade, cansade da incompetência, truculência e agenda de costumes nefasta do bolsonarismo, não tem desculpa pra não participar com a gente nas redes. O Brasil tá despedaçado, triste. Que chamem Duvivier e Henry Bugalho. Que chamem Pabllo Vittar e Lynn da Quebrada. Que chamem Adnet, Felipe Neto, Reinaldo Azevedo (sem essa de “cancelamento”) e juristas garantistas da constituição de 1988″.

No Twitter o deputado federal Alexande Padilha (PT-SP) convocou: “Hoje é o dia contra o atraso, contra o fascismo, contra a narrativa da ditadura militar. Hoje somos todos contra Bolsonaro”.

Nas ruas, as críticas vão da cooptação do chamado “centrão” como base de apoio fisiológico das políticas anti-povo, passando pela negligência em relação à pandemia e chegando aos pontos principais: o ecocídio, e genocídio das populações originárias, de acordo com os manifestantes.

Em Brasília, em manifestação realizada no gramado da Esplanada dos Ministérios, um ato simbólico prestava homenagem às vítimas da Covid-19. O Brasil é o país que mais tem vítimas fatais provocadas pelo novo coronavírus, embora o presidente, num arroubo de cinismo, diga que ninguém no planeta tem feito mais contra a pandemia do que ele.

Vale lembrar que Jair trocou de ministro da saúde três vezes e tem, hoje, um militar interino cuidando da pasta, segue promovendo aglomerações, num ritmo de campanha eleitoral antecipada, e já chegou a desdenhar da enfermidade e do número de mortos.

As aldeias indígenas continuam sendo invadidas, aldeados estão em polvorosa pelo avanço dos casos de contágio e a floresta arde em chamas, enquanto o ministro do Meio Ambiente dá carona em avião da FAB para garimpeiros que agem de forma ilegal e ecocida na maior floresta tropical do mundo.

O mundo está em alerta e usa os atos de hoje como forma de dar visibilidade a estas atrocidades, condenando e denunciando as políticas erráticas e destrutivas do governo brasileiro.

Atos estão sendo realizados da Austrália à Alemanha, da Inglaterra à Nova Zelândia. Estados Unidos, Dinamarca, Finlândia, países da América Latina e do Caribe.

Assista ao vídeo sobre as mobilizações.

Fonte: Revista Forum