Diante da fome e da falta de oportunidades que milhares de pessoas tem enfrentado desde o início do isolamento social, os trabalhadores e os movimentos sociais tem buscado formas de diminuir o sofrimento dos mais vulneráveis durante a pandemia. Em Curitiba, a experiência com as cozinhas comunitárias tem sido o alento para muitos que vivem nas ruas ou que não possuem nenhuma renda. Na capital paranaense, a iniciativa partiu do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) que, em parceria com a União de Moradores/as e Trabalhadores/as (UMT), todas as quartas-feiras, preparam e distribuem cerca de mil marmitas para a população em situação de rua no centro de Curitiba e, também, nos municípios de Campo Magro e Araucária.

A parceria entre o MST e a UMT está dando bons frutos. A iniciativa da cozinha comunitária já reuniu cinco associações de moradores em torno do projeto e há um planejamento para a construção de três cozinhas nesses bairros.

Em Uberlândia, outro exemplo de sucesso das cozinhas comunitárias

No município do Sul de Minas Gerais, a experiência de cozinhas comunitárias tem dado muito certo. Resultado de parceria entre a Central de Movimentos Populares (CMP), o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Sindicatos, a Fiocruz e a Ação Franciscana de Ecologia e Solidariedade, as cozinhas são uma importante ação de solidariedade nesse momento difícil para os mais pobres. Em Uberlândia, são atendidas 2,5 mil pessoas por dia, de segunda a sexta-feira, em cinco cozinhas comunitárias espalhadas em diferentes bairros e ocupações da cidade, onde são preparados marmitex com alimentos fresquinhos, oriundos da agricultura familiar e dos assentamentos do MST. O projeto também recebe doações de cestas básicas da sociedade civil e dos trabalhadores ligados aos sindicatos que atuam na iniciativa.

Solidariedade, trabalho e amor ao próximo temperam as 2,5 mil marmitas a serem doadas

A ação solidária é fruto da união de muitas mãos: enquanto o MST doa os alimentos, O MTST, além de trabalhar no preparo das marmitas, também é o responsável pela logística da distribuição. Além disso, a Ação Fransciscana compra os produtos dos trabalhadores do campo para auxiliar na geração de renda a essas famílias, que tem enfrentado dificuldades com o fechamento de feiras e escolas públicas, que adquiriam seus produtos agroecológicos. Os sindicatos realizam campanhas de arrecadação de cestas básicas junto aos trabalhadores. A Fiocruz também arrecada cestas e dinheiro para colaborar com as marmitas.

Campanha nacional de Solidariedade 

Essas ações fazem parte da campanha nacional de solidariedade ao povo brasileiro Vamos Precisar de Todo Mundo, criada pelas Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, para reunir e dar visibilidade às iniciativas solidárias desenvolvidas pelos movimentos sociais, sindicatos, entidades estudantis, coletivos e partidos de esquerda.

São 315 pontos de coleta de produtos de limpeza e higiene, roupas e, principalmente, alimentos, distribuídos por várias cidades brasileiras. No site todomundo.org é possível encontrar um local de coleta mais próximo. Também, há opção para doação via transferência bancária.

Desde seu lançamento, em abril, a campanha Vamos Precisar de Todo Mundo, por meio dos movimentos sociais, já arrecadou e doou mais de 3 mil toneladas de alimentos.

Fora Bolsonaro

Outra campanha das Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo é a “Fora Bolsonaro“. Diante do agravamento da crise sanitária e econômica no país, que está na marca dos 107.879 mil mortos pelo Coronavírus sem ter um ministro da Saúde e sem um projeto que diminua a desigualdade social e melhore a vida do povo, o descaso com as perdas de milhares de brasileiros, além da política de privatizações de Paulo Guedes são alguns dos motivos da campanha. Acesse para se juntar ao #ForaBolsonaro: https://www.campanhaforabolsonaro.com.br/

todomundo.org