Estimativa é doar 120 cargas de gás e 250 cestas de alimentos da Reforma Agrária e da Agricultura Familiar

O objetivo é contribuir com o acesso a estes dois itens básicos para quem enfrenta o desemprego e a fome neste período de pandemia da Covid-19. As doações serão distribuídas na Vila Bom Jesus, Vila Nova e Vila Verde, município de São Mateus do Sul (PR), ao longo da manhã deste sábado (15).

A iniciativa faz parte da união solidária entre o Sindicato dos Trabalhadores Petroleiros do Paraná e Santa Catarina (Sindipetro-PR/SC) e do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), em uma grande unidade com a Cooperativa de Famílias de Agricultores Ecológicos de São Mateus do Sul (Cofaeco); a Cooperativa Mista Triunfense dos Agricultores e Agricultoras Familiares (Coaftril); Cooperativa da Agricultura Familiar de Palmeira (Cafpal); o Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR/SAMAS); a App Sindicato; e a Cooperativa Terra Livre.

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O MST está com uma campanha de doação de alimentos agroecológicos. O objetivo é minimizar os efeitos da crise gerada pela pandemia, especialmente nas periferias das cidades e trazer o debate sobre a necessidade de uma reforma agrária popular. Em junho, o movimento lançou o Plano Nacional de Reforma Agrária Popular, que prevê medidas para distribuir a terra e gerar emprego e renda, desinchando as cidades e propiciando mais qualidade de vida para todos. Além da produção de alimentos agroecológicos e saudáveis.

Desde o início da pandemia, o movimento já doou mais de 2,8 mil toneladas de alimentos frescos, verduras, frutas, pães e até macarrão caseiro, preparados nas cozinhas das cooperativas de agricultores.

Semana passada, na cidade de Castro, também no Paraná, foram doados mais de 12 toneladas de alimentos e 450 botijões de gás.

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A nível nacional o MST integra a campanha Vamos Precisar de Todo Mundo, das Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, que reúne os movimentos sociais e dá visibilidade às ações de solidariedade desenvolvidas pelas organizações populares.

Os movimentos sociais que integram as Frentes, além das ações solidárias, também estão em campanha permanente pelo Fora Bolsonaro.

A política fascista e genocida praticada contra os mais vulneráveis e a grave crise econômica que o país enfrenta desde antes do Coronavírus, além dos mais de cem mil brasileiros mortos pela pandemia e o aumento da extrema pobreza, fazem de Bolsonaro o inimigo número um das causas sociais. A prioridade para esse governo são privatizações e a retirada de direitos do povo trabalhador.

Perseguição ao MST

Apesar da produção farta, demostrada nessas ações de solidariedade, gerando renda para milhares de pessoas, os trabalhadores Sem Terra sofrem perseguições por parte de governos de ultradireita. Esta semana, o Acampamento Quilombo Grande, no Sul de Minas Gerais, sofreu despejo violento pela polícia militar comandada pelo governador Romeu Zema. São 450 famílias despejadas em meio à pandemia. O Acampamento Quilombo Grande produz o famoso café orgânico Guaií. A situação segue sem solução, mas parlamentares e partidos, como o PT, estão acionando o Supremo Tribunal Federal, para impedir o ato covarde do governo de Minas.

📷 Ednubia Ghisi

POR COMIDA EM TODAS AS MESAS: REFORMA AGRÁRIA JÁ!

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