Dados apresentados nesta quinta-feira (13) pela Prefeitura de São Paulo, por meio do chamado inquérito sorológico, mostra que trabalhadores informais e os que não podem fazer o trabalho remoto, desempregados, negros e pardos, são maioria dos infectados pelo Coronavírus.

Ainda de acordo com os números da prefeitura, 14,3% da população que compõe as classes D e E, já foi contaminada pelo vírus. São eles também que cumprem funções que não podem ser desempenhadas em home office, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na classe C paulistana, a prevalência do vírus foi de 11,% e nas classes A e B, foi de 4,7%, expondo como a desigualdade aumenta os riscos da covid-19.

No quesito trabalho, foi observado que os que podem fazer o trabalho remoto tem três vezes menos chance de ser contaminado do que os que precisam sair para trabalhar, ou seja, 6,2%. Já entre os que precisam se expor, a taxa sobe para 18,5%  Os desempregados também tiveram taxa de contaminação mais alta: 12,7% revelando que a necessidade em buscar emprego aumenta o risco de contaminação.

Negros e pobres são os mais atingidos

No quesito racial, os números mostram que a desigualdade social agrava a contaminação entre negros e pardos.  Eles tiveram taxa de contaminação de 14,8%. Entre os brancos, a taxa foi quase a metade: 8,1%. Os dados também indicam um aumento expressivo da contaminação de negros e pardos ao longo das quatro fases da pesquisa, subindo de 10% para os atuais 14,8%.

Na distribuição pela cidade, a região com prevalência de contaminação é a da Coordenadoria Regional de Saúde (CRS) Sul, com 14,7%. Seguida pela CRS Sudeste, com 11,9%; CRS Leste, com 11,5%; Norte, 7,9%; e Centro-Oeste, 4,9%. Em toda a cidade, a prevalência detectada foi de 10,9%, um pouco menor que a registrada nas fases anteriores, mas dentro da margem de segurança da pesquisa. A pesquisa foi feita com 5.760 pessoas de todas as regiões da cidade.

Com base nos índices do inquérito sorológico, a secretária adjunta da Saúde, Edjane Torreão, descartou a possibilidade de a cidade ter atingido a chamada imunidade de rebanho. “Quem precisa sair de casa para trabalhar tem três vezes mais chances de se contaminar”, confirmou.

Com informações de Rede Brasil Atual