Na região do Tapajós, no Pará, o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), a Comissão Pastoral da Terra – Prelazia de Itaituba Br 163 (CPT) -, o Terra de Direitos e o Conselho Gestor de Fiscalização dos Investimentos e Empreendimentos no Distrito de Miritituba (CONGEFIMI) distribuíram cestas básicas para famílias em estado de vulnerabilidade em Itaituba, no último fim de semana. A ação contou com o apoio dos Agentes Comunitários de Saúde.

 

Durante a pandemia, as organizações populares tem ocupado o espaço que deveria ser do Estado, garantindo que milhares de pessoas sobrevivam graças às inúmeras ações de solidariedade promovidas pelos movimentos sociais em todo o Brasil.

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De acordo com o MAB, na Amazônia, a situação está cada vez mais difícil. No Tapajós, a violação de direitos humanos aumenta com a chegada das empresas portuárias do agronegócio, mineração, ferrovia e  da pavimentação de rodovias, além da exploração de madeira, que tem intensificado a desigualdade social. Além desses empreendimentos, a região do Tapajós é ameaçada pelo complexo hidrelétrico que chega na região.

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Com a Covid 19  o povo amazônico, como todos os brasileiros, tem sentido na pele as perdas de pessoas amadas, familiares e amigos.  Bolsonaro e seu governo genocida tem contribuído para acelerar a morte dos mais de cem mil pessoas que padeceram, até agora, vítimas de um governo sem a menor empatia pelo povo brasileiro, cuja visão de lucro vale mais que a vida.  Um governo que não se interessa em ter um ministro da Saúde em meio à mais grave doença dos últimos séculos.

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Plataforma Emergencial para o Enfrentamento da Pandemia e da Crise Brasileira

Para minimizar o sofrimento da população mais pobre, o MAB reivindica que, além do Auxílio Emergencial de R$ 600, proposta dos partidos de oposição aprovada no Congresso, é preciso garantir outros direitos básicos para a população nesse momento de crise, como o fornecimento de gás de cozinha, energia elétrica, água e internet de forma gratuita para as famílias mais necessitadas e a um preço mais justo para os que tem renda mínima.

 

“Ajudar as pessoas nesse momento se faz necessário, isso deve ser a ordem de todos os dias enquanto durar essa pandemia, a vida deve estar acima do lucro e não ao contrário. Precisamos nos manter firmes e vamos precisar de todo mundo”, diz a publicação do movimento no Facebook, numa referência à campanha nacional de Solidariedade que congrega movimentos sociais de todo o país e está realizando, com sucesso,  doações de cestas básicas e alimentos agroecológicos e insumos, como materiais e limpeza e higiene, dentre outros, tendo distribuído desde o início do isolamento social mais de 3 mil toneladas de alimentos.

A campanha Vamos Precisar de Todo Mundo é uma iniciativa das Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, que também lançaram, em meio à grave situação apresentada pela pandemia, uma Plataforma Emergencial apontando soluções para os problemas mais contundentes enfrentados pelo povo brasileiro nesse momento.

O documento relembra que a atual crise econômica e política do país é anterior à epidemia e aponta que suas graves consequências são decorrentes das ações do governo, que foca apenas no setor privado e não valoriza o Estado como garantidor de direitos humanos e sociais.

No que tange às medidas de emergência relativas à proteção social, a Plataforma propõe garantir a isenção do pagamento do consumo médio mensal nas tarifas de energia elétrica, água e gás encanado por 4 meses para todas as famílias de trabalhadores formais e informais; fornecer um botijão (13 kg) de gás de cozinha por mês para todas as famílias que necessitarem; proibir a realização de cortes, cobrança de multas e aplicação de aumentos a qualquer um desses serviços
enquanto durar a pandemia e o congelamento do preço do botijão  de 13 kg em R$40,00.

Confira as propostas da Plataforma Emergencial na íntegra AQUI