Mais de 10 toneladas de alimentos chegam ao Banco Mãe, que se dividirá em 21 bancos da região metropolitana

Será lançada neste sábado (8) no Recife a Rede de Bancos Populares de Alimentos. A partir das 9h, chegarão ao local mais de 10 toneladas de alimentos e materiais de limpeza doados por famílias rurais do sertão e agreste pernambucano. Eles virão em um comboio de caminhões ao Banco Mãe, localizado no centro do Recife, onde os alimentos serão distribuídos pelos 21 Bancos de Alimentos da Capital e da sua Região Metropolitana.

O Banco Mãe será a base onde que pessoas físicas e jurídicas poderão realizar as suas doações para famílias em situação de vulnerabilidade de toda a Região Metropolitana do Recife (RMR). Com isso, esses alimentos e materiais de limpeza serão redistribuídos para os bancos territoriais nas comunidades para se somarem aos que os Agentes Populares de Saúde vem arrecadando nas próprias comunidades.

“O Banco é uma oportunidade para que os agricultores e agricultoras familiares do estado de Pernambuco possam expressar a sua solidariedade fazendo a doação de alimentos produzidos de forma sustentável e agroecológica para a população que vive na cidade do Recife e Região Metropolitana, que não tem como produzir o seu alimento e passam por necessidade alimentar em função do distanciamento social e da crise econômica que a gente vive no Brasil”, afirmou Alexandre Pires, Coordenador do Instituto Sabiá e Coordenador Executivo da Articulação Semiárido em Pernambuco (ASA-PE).

Os alimentos doados são produzidos por famílias rurais acompanhadas por técnicos de organizações que compõem a ASA, assentados e assentadas do Movimento de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Sem Terra (MST) e dos sindicatos filiados à Federação dos Trabalhadores Rurais, Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado de Pernambuco  (FETAPE). Essas famílias produziram e doarão alimentos macaxeira, inhame, cará, abóbora, batata doce, feijão, arroz, açúcar, farinha , fubá, banana, limão, mel de abelha, rapadura.

A iniciativa ressalta a atuação da agricultura familiar na produção de alimentos para suprir a situação de vulnerabilidade agravada pelo Covid 19.”Nós pensamos que seria necessário e importante construir um espaço mais centralizado onde se pudesse concentrar o conjunto das doações que são resultado do espírito de solidariedade”, afirmou Alexandre.

O evento de lançamento terá a presença do Arcebispo de Olinda e Recife, Dom Fernando Saburido, e Alfredo Gomes, reitor da Universidade Federal de Pernambuco. A iniciativa é o resultado do diálogo da Campanha Mãos Solidárias, a Frente Brasil Popular, a Arquidiocese de Olinda e Recife, Campanha Periferia Viva a FioCruz. A Rede conta com o apoio da Santa Casa de Misericórdia, Cáritas Brasileira – Nordeste 2, Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE),Universidade de Pernambuco (UPE), Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), Universidade Federal do Agreste de Pernambuco (UFAPE), Instituto Federal de Pernambuco (IFPE),  Instituto Federal de Pernambuco do Sertão Pernambucano, Articulação Semiárido em Pernambuco (ASA-PE), Via Campesina,  Movimentos dos Trabalhadores e Trabalhadoras sem Terra (MST),  Federação dos Trabalhadores Rurais, Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado de Pernambuco  (FETAPE), Movimento dos Trabalhadores por Direitos (MTD), Central Única dos Trabalhadores (CUT).

Petrolina

Enquanto isso, diversos municípios do interior vem realizando a atividade do Banco Popular de Alimentos para suprir uma necessidade que existe em todo o estado. Entre esses municípios está Petrolina. Localizada no Sertão do São Francisco, a cidade está no epicentro da pandemia em Pernambuco e ainda possui muitas pessoas em situação de vulnerabilidade. A campanha que começou com a distribuição de marmitas, se converteu no Banco Popular de Alimentos com a flexibilização do isolamento social, além de uma campanha de doação de agasalhos.

“Aqui em Petrolina estamos atendendo fundamentalmente bairros periféricos, da região do João de Deus, Coati, Cacheado e arredores, onde há um grande grupo em situação de vida e habitação totalmente precárias. Essas pessoas moram em palafitas em regiões próximas à córregos do Rio São Francisco e continua precisando de alimentação, porque não encontram trabalho nem informal”, afirmou Herlon Bezerra, que faz parte da coordenação colegiada da Campanha Mãos Solidárias em Petrolina, que conclui “Tem funcionado pela permanência das doações feitas por famílias, associações, trabalhadores públicos, sindicatos e igrejas”.

Tanto os bancos de Recife quanto o Petrolina arrecadam doações de alimentos ou em dinheiro através de depósitos e transferências bancárias. Saiba como doar:

Recife:

Endereço: Banco Mãe, Rua 1º de Março, n 34 (entrada pela rua do Imperador Dom Pedro II, ao lado do Armazém do Campo Recife)

Para doações em dinheiro:

Associação da Juventude Camponesa Nordestina – Terra livre

Banco do Brasil

Agência 0697-1

Conta Corrente 58892-X (outros bancos, substituir o X por 0)

CNPJ 09.423.270/0001-80

Petrolina: 

Contato para doações: Herlon Bezerra – (85)99694.5090

– Doações pelo Vakinha

– Doações em dinheiro para: 

Associação Anglicana do Nordeste (CNPJ 10.542.814/0001-01)

Banco Bradesco: Agência 1058, Conta Corrente 8026-8 (Enviar comprovante para (85)99694.5090)

Fonte: BDF Pernambuco