No dia 23 de julho, movimentos sociais de esquerda, de luta por moradia e terra, lançaram a campanha ‘Despejo Zero – Pela Vida no Campo e na Cidade’, num ato político-cultural pelo direito à moradia digna, à cidade e à vida. A iniciativa se dá diante de uma enorme ofensiva da direita contra os trabalhadores da luta por moradia e terra, quando são realizados despejos no meio da pandemia. A ação se concentra na aprovação de um projeto de lei que impeça os despejos na cidade e no campo durante a pandemia.

Em continuidade à campanha, nesta quarta-feira (5), às 19h, o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) vai participar, juntamente a outras organizações e movimentos, de um debate sobre Despejo Zero e o fim das remoções forçadas no campo e na cidade durante a pandemia.

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Os governos estaduais e municipais estão realizando ações de despejos contra a orientação dos próprios órgãos do Estado, como Conselho de Direitos Humanos e Ministério Público. De acordo com o Observatório de Remoções, projeto pela USP e da Universidade Federal do ABC, apenas no estado de São Paulo, mais de 1.900 famílias foram atingidas por despejos durante a pandemia. E essa situação se multiplica por todo o país.

A situação é tão grave que o número de despejos é muito grande e está sendo realizado de maneira totalmente arbitrária e preocupando até mesmo setores da burguesia que também se colocam contra os despejos com medo de que essa política possa ser um estopim de uma grande mobilização.

A direita no Congresso Nacional, chamada de centrão, está ao lado de todos os ataques realizados pelo governo Bolsonaro e já demonstrou que não quer nenhuma lei que impeça despejos durante a pandemia, evitando de aprovar os que já estão apresentados. E tentar qualquer tipo de manobra dentro do Congresso Nacional, STF, Ministério Público ou outra medida institucional resolva a questão dos despejos é, no mínimo, uma ingenuidade.

É preciso mostrar que os despejos não vão ocorrer da maneira que a burguesia quer, e sim que vai ter luta e enfrentamento com disposição de impedir que a PM e a justiça realizem essas ações.

Fonte: artigo de Renato Farac,  engenheiro Florestal formado pela Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (ESALQ/USP). Membro do Comitê Central Nacional do Partido da Causa Operária (PCO)
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