Mobilização acontece em todo o país por melhores condições de trabalho

“Isso aqui é importante pra todo mundo, acabar com a escravidão dos aplicativos, as baixas taxas pelo
motivo de termos CLT pra gente ter algum seguro, porque a gente depende disso, as nossas famílias, a gente leva o
alimento pras casas”, defende o motoboy Cláudio Brandão, que participa da manifestação na região central de São Paulo (SP). “A gente sai cedo de casa, volta meia noite e dorme pouco. Está difícil”, desabafa.

Os entregadores começaram a se reunir em 13 pontos da capital paulista antes da manifestação que teve início por volta das 14h na Avenida Paulista. Um dos pontos de concentração é o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) na Avenida Consolação.

Trabalhadores se reuniram também em frente ao shopping Center 3 na Paulista para impedir a retirada de pedidos no local e falar sobre a importância da paralisação para aqueles que ainda não aderiram ao movimento.


Entregadores se concentram em frente ao shopping Center 3 na Avenida Paulista / Pedro Stropasolas

Na manhã desta quarta-feira, entregadores da região metropolitana do Rio de Janeiro se reuniram em Niterói, em frente ao terminal das barcas, no centro da cidade, como parte das atividades da paralisação nacional, divulgada nas redes sociais como #BrequeDosApps. Após o ato, realizaram uma carreata até a zona sul da cidade exigindo melhores condições de trabalho.


Entregadores de aplicativos se manifestam durante a greve nacional em Niterói (RJ) / Jaqueline Deister

Em Brasília, entregadores se concentraram por volta das 10h nas imediações do Palácio do Buriti, sede do governo distrital.

De acordo com a Polícia Militar do DF, entre 150 e 200 manifestantes estiveram mobilizados no cortejo dos entregadores de Brasília. Os trabalhadores desceram a Esplanada dos Ministérios e se concentraram novamente em frente ao Congresso Nacional, onde a pauta do grupo tem eco entre alguns deputados. Eles pressionam pela criação de uma frente parlamentar para tratar da pauta do segmento. A mobilização em Brasília encerrou por volta das 12h.


Entregadores de aplicativos se reúnem em frente ao Congresso Nacional em dia de paralisação / Cristiane Sampaio

Os trabalhadores levantaram diferentes pontos na pauta da greve. Entre eles, a luta contra o bloqueio dos perfis dos entregadores nos aplicativos, que o grupo aponta como algo de rito sumário, e o aumento da taxa recebida por eles pelas corridas.


Entregadores iniciam mobilização na Esplanada dos Ministérios em Brasília / Cristiane Sampaio

“As empresas não estão dando nem R$ 1 real por km. Umas pagam R$ 0,75, outras R$ 0,85. A gasolina e a manutenção da moto, das bikes aumentam e não tem nenhum reajuste. Além disso, com o aumento dos entregadores nas ruas, está cada vez mais difícil a gente bater uma meta”, afirma o presidente da Associação de Motofretistas Autônomos e Entregadores do DF (AMAEDF), Alessandro da Conceição.

Fonte: BDF