Enquanto o Agronegócio se coloca na hegemonia da economia rural no Brasil, é a produção agroecológica nos assentamentos e acampamentos do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) que vem alimentando a população mais vulnerável.

Neste período de pandemia, a solidariedade acompanha a rotina e a vida das comunidades camponesas, mesmo ela sempre ter sido sempre um princípio da luta do MST. Em todo o país, as famílias sem terra chegaram a mais de 2300 toneladas de alimentos doados.

Deste total, 237 toneladas vieram de ações solidárias realizadas no Paraná – a última delas, ocorreu no último sábado, para famílias que vivem nas periferias de Maringá e Sarandina, na região noroeste. Cerca de 13.500 famílias atendidas em 30 municípios. Em Londrina, são doadas 100 marmitas toda semana numa parceria entre MST, MTD e Levante Popular da Juventude. Em Curitiba, doações semanais de 200 marmitas pelo MST.

A quantidade expressiva de produtos doados no estado sulista vem do cultivo realizado em 70 acampamentos e 369 assentamentos da Reforma Agrária Popular. No acampamento Emiliano Zapata, em Ponta Grossa, as famílias que alimentam a população paranaense se fortaleceram a partir da criação da Cooperativa Camponesa de Produção Agroecológica da Economia Solidária (COOPERAS), em 2011. Hoje, elas se preparam para ganhar ainda mais estrutura, já que caminham para serem assentadas.

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