Na última quinta-feira (25), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou de uma reunião on-line da Direção Nacional da Central de Movimentos Populares (CMP). Participaram da reunião 35 dirigentes de 18 estados, representando movimentos de sem teto, associações de moradores, saúde, mulheres, juventude, combate ao racismo, dentre outros. Lula lembrou ter sido um dos fundadores da CMP, no início dos anos 1990, e um defensor de uma central forte e organizada para atuar nas cidades brasileiras. Extremamente preocupado com a atual situação do país, com um governo que não dá qualquer importância para a vida do povo brasileiro, sobretudo aos mais pobres, Lula reforçou que somente com a luta e mobilização popular nas ruas será possível reverter o atual quadro. “Sei o quanto vocês se esforçaram para manter a CMP nesses anos todos, sem depender de ninguém, só de vocês mesmos. Temos de seguir e de fazer o enfrentamento”, destacou Lula.

A Central de Movimentos Populares está em sintonia com o presidente Lula, nas preocupações com o atual momento por que passa o país e em ressaltar a importância da luta popular para resistir à retirada de direitos. Pela CMP, o coordenador nacional, Raimundo Bonfim, e lideranças de diferentes estados destacaram a importância dos movimentos populares no atual contexto. Com a crise econômica, social e sanitária, provocados sobretudo pelo descaso de Bolsonaro e de sua política de morte, são os movimentos que estão organizados para minimizar os efeitos da COVID-19 por meio de ações de solidariedade.

A CMP relatou ao ex-presidente Lula o estágio organizativo da entidade, as lutas por direitos nas periferias e o resultado da Campanha “Movimentos Contra a Covid-19”, que está organizada em 20 estados e que já distribuiu quase 130 mil cestas básicas às famílias que precisam de ajuda para enfrentar a falta de renda. Foi reafirmada a importância das lutas populares, de enfrentamento ao avanço do capital e do poder econômico, de combate ao racismo e ao fascismo, pelo direito à cidade e contra os despejos, pelos direitos das mulheres e pelo direito à água e ao saneamento. Sobre este tema, Lula se mostrou extremamente preocupado com a privatização recentemente aprovada pelo Congresso, pois a consequência será o encarecimento de serviços essenciais. A negação do acesso à água e ao saneamento, atrelar esses bens públicos ao lucro, representa um forte ataque a um direito fundamental de todas e todos.

Este é mais um exemplo de um governo totalmente voltado aos interesses dos mais ricos, o que deve aprofundar ainda mais a grave situação em que estamos vivendo. Para Lula, já vínhamos de uma crise, que agora se agravou com a pandemia, pela própria evolução da doença e pelo comportamento irresponsável de Bolsonaro, que adota uma postura de permanente tensionamento, gerando uma profunda crise institucional. Além disso, “estamos perdendo no século XXI tudo o que conquistamos no século XX”, com redução de direitos nas mais diversas áreas. Lula afirmou que “para reverter essa situação, é preciso avançar na organização e na luta popular, pois somente com o povo mobilizado poderemos voltar a incluir o pobre no orçamento e a efetivar direitos”.

A imagem pode conter: 2 pessoas, pessoas sentadas, tela e área interna
A imagem pode conter: 4 pessoas

A imagem pode conter: 7 pessoas

Fonte: CMP