O governo de coalizão de esquerda da Espanha aprovou na sexta-feira (26) a criação de uma renda mínima mensal no valor de 462 euros (equivalente a R$ 2.700) para a população de baixa renda, cujas economias foram bastante afetadas pela pandemia do novo coronavírus.  Aqui no Brasil, a aprovação da renda básica emergencial só se deu pelo empenho dos partidos de oposição no Congresso, que apresentaram proposta de R$ 1200 para o auxílio durante a pandemia, que não foi aprovada.

O governo Bolsonaro anunciou que iria pagar R$ apenas 200 por mês por pessoa e, com muita luta no parlamento,  o projeto acabou sendo aprovado nos atuais R$ 600 e por apenas três meses. Com o prolongamento do isolamento social, causado em grande parte por irresponsabilidade do governo federal, que incentiva as pessoas a irem para as ruas ‘para não morrer de fome’ e ‘salvar CNPJ’s’, a crise ultrapassa os três meses previstos para o pagamento da renda básica. E Bolsonaro fala novamente em diminuir gradativamente o valor pré-estabelecido, anunciando que o povo, mais uma vez, ficará jogado à própria sorte.

Na Espanha, o  auxílio busca atingir cerca de 2,3 milhões de pessoas, segundo anunciou o vice-primeiro-ministro Pablo Iglesias em entrevista coletiva. Pessoas de 23 a 65 anos de idade cujos bens valham menos do que 16.614 euros, excluindo a casa própria ou e empréstimos, serão elegíveis para receber o benefício.

Lá o programa vai aumentar os gastos do país para combater a pobreza de 0,1% do PIB espanhol — um dos mais baixos da Europa — para 0,4%, se igualando à média dos demais países da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico).

De acordo com o decreto aprovado em uma reunião do gabinete do primeiro-ministro Pedro Sánchez, o governo vai pagar o benefício mensal e completará a renda dos que ganham menos do que os 462 euros de modo que ela chegue a esse valor. Dessa forma, elas terão ao menos uma renda mínima todos os meses, segundo disse Iglesias.

Ainda segundo o vice-premier, o programa também vai incluir incentivos para que as pessoas encontrem um emprego formal.

Fonte: da redação com O Globo