Performance, apresentada pela 4ª semana consecutiva, foi junto ao Teatro Nacional, no centro de Brasília. Objetos indígenas lembraram óbitos que afetam etnias.

Um grupo de artistas do Distrito Federal se reuniu, no início da noite desta segunda-feira (22), para homenagear os povos indígenas do país afetados pela pandemia do novo coronavírus. A performance “Quem morreu é o amor de alguém” ocorreu pela quarta semana consecutiva na capital (saiba mais abaixo).

Artistas do DF fazem homenagem aos povos indígenas e lembram mortes por Covid-19, durante performance "Quem partiu é o amor de alguém"
Artistas do DF fazem homenagem aos povos indígenas e lembram mortes por Covid-19, durante performance “Quem partiu é o amor de alguém”

Desta vez, uma vigília silenciosa foi organizada junto ao gramado do Teatro Nacional Claudio Santoro, prédio projetado em 1958 pelo arquiteto Oscar Niemeyer. Balões vermelhos foram colocados junto aos blocos de concreto, representando as vidas perdidas.

Indígena participa de performance "Quem partiu é o amor de alguém", em homenagem aos mortos pela Covid-19 — Foto: Larissa Passos/G1

Indígena participa de performance “Quem partiu é o amor de alguém”, em homenagem aos mortos pela Covid-19 — Foto: Larissa Passos/G1

Segundo os artistas, a homenagem pretende reforçar a importância do atendimento de saúde para os povos indígenas do Brasil.

“Onde quer que estejam, nas aldeias ou nas cidades, queremos oferecer visibilidade às suas reivindicações.”

Teatros Nacional Claudio Santoro, em Brasília, recebeu balões vermelhos para lembrar as mais de 50 mil mortes pela Covid-19 no Brasil, até esta segunda-feira (22) — Foto: Larissa Passos/G1

Teatros Nacional Claudio Santoro, em Brasília, recebeu balões vermelhos para lembrar as mais de 50 mil mortes pela Covid-19 no Brasil, até esta segunda-feira (22) — Foto: Larissa Passos/G1

Quem partiu é o amor de alguém

Criado pelo diretor de teatro Hugo Rodas, que agregou representantes da cadeia produtiva da cultura no Distrito Federal, o evento aconteceu pela primeira vez no dia 1º de junho, na Rodoviária do Plano Piloto.

A segunda performance, no dia 8, foi no Museu Nacional da República. Já a terceira, na segunda-feira passada, teve como cenário a Catedral de Brasília.

Vestidos de branco, artistas do DF prestaram homenagem aos mortos pela pandemia do novo coronavírus — Foto: Larissa Passos/ G1

Vestidos de branco, artistas do DF prestaram homenagem aos mortos pela pandemia do novo coronavírus — Foto: Larissa Passos/ G1

Nesta quarta performance, os artistas, vestidos de branco, seguraram ramos de árvores, bandeiras e chocalhos para representar uma “floresta viva”. Junto ao Teatro Nacional, eles cantaram músicas típicas dos povos indígenas, em homenagem às vítimas do coronavírus.

Sobre pernas de pau e carregando uma tocha, artista se destaca durante performance "Quem partiu é o amor de alguém", em Brasília — Foto: Larissa Passos/ G1

Sobre pernas de pau e carregando uma tocha, artista se destaca durante performance “Quem partiu é o amor de alguém”, em Brasília — Foto: Larissa Passos/ G1

A Covid-19 e os povos indígenas

De acordo com Articulação de Povos Indígenas do Brasil (Apib), até o último dia 1º de junho, em 78 povos, o Brasil contabiliza 1.809 indígenas infectados pela Covid-19. A organização civil apontava ainda 178 mortes até o dia 31 de maio.

Performance "Quem partiu é o amor de alguém" homenageia indígenas mortos pela Covid-19 no Brasila — Foto: Larissa Passos/ G1

Performance “Quem partiu é o amor de alguém” homenageia indígenas mortos pela Covid-19 no Brasila — Foto: Larissa Passos/ G1

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"Quem partiu é o amor de alguém", artistas do DF se reúnem em frente ao Teatro Nacional para homenagear vítimas da Covid-19 — Foto: Larissa Passos/ G1

“Quem partiu é o amor de alguém”, artistas do DF se reúnem em frente ao Teatro Nacional para homenagear vítimas da Covid-19 — Foto: Larissa Passos/ G1

G1