Desde que teve início o processo de distanciamento físico, a União dos Movimentos de Moradia de São Paulo (UMM-SP) se mobiliza para garantir condições mínimas para as pessoas conseguirem ficar em casa. Pra ficar em casa, é preciso que as famílias tenham uma moradia digna, e por isso entendemos que a crise traz de volta ao centro do debate público a necessidade de se investir em uma política habitacional com participação popular. Além disso, promovemos diariamente uma ação social de distribuição de cestas básicas e kit de limpeza em todas as regiões de São Paulo, com enfoque nas ocupações urbanas (de prédio e terra) favelas e mutirões autogestionários.

A UMM realiza um trabalho permanente de identificação das regiões e famílias mais vulneráveis, para que as doações cheguem a quem mais precisa. Além disso, mobilizamos 28 costureiras para a confecção de máscaras, divididas em 2 grupos – Sul e Leste. Costuramos até o momento mais de 25 mil máscaras, e já estamos trabalhando para produzir mais 10 mil. As máscaras foram distribuídas junto aos grupos que estão fazendo a distribuição de doações.

Você pode ajudar nas próximas! Contribua com a nossa vaquinha on-line: http://vaka.me/974021

O trabalho de arrecadação e distribuição de cestas continuará por toda a capital e outras cidades do estado de São Paulo. Estamos em ação em diversos municípios: Ribeirão Preto, Santos, Osasco, Suzano, Carapicuíba são algumas das cidades onde a solidariedade está acontecendo.

Somado a isso, daremos continuidade às denúncias de violações de direitos, como ameaças de despejo e cortes no fornecimento de serviços essenciais, como água e luz. As lideranças da UMM também seguem no apoio aos sem-teto com informações sobre a pandemia e o acesso ao auxílio emergencial, outro direito violado pelo governo federal, que sequer garantiu que todas as famílias vulneráveis o recebessem. Também seguimos na luta para que a prefeitura de São Paulo, CDHU e governo federal suspendam a cobrança de prestações de financiamento habitacional enquanto dure a pandemia.

Precisamos seguir em luta para que o Estado cumpra seu papel, com a efetivação de políticas públicas que diminuam o impacto econômico-social no cotidiano das famílias. Também exigimos uma completa mudança da política macroeconômica federal, que passe a ser orientada pelas necessidades das classes populares, e não pelos interesses do mercado financeiro.