Segundo país com mais mortos e infecções pelo Coronavírus, o Brasil confirmou mais 612 óbitos nas últimas 24 horas, e o total de vítimas da covid-19 foi a 43.959 nesta segunda-feira (15).  O Brasil acumula 888.271 casos, perdendo apenas para os EUA que contabilizam mais de 2 milhões de infectados.

Dirigindo-se para a marca de um milhão de contaminados, o país segue à deriva sem um plano de contenção da doença. Enquanto Bolsonaro se ocupa em espalhar terror e defender seus comparsas acusados de vários crimes, os brasileiros vivem a angústia das mortes de quase 44 mil pessoas que se foram de forma abrupta.

Em lugar de medidas para salvar a vida dos brasileiros, as Instituições estão ocupadas em defender o país dos crimes relacionados a Bolsonaro. A semana começou com Supremo Tribunal Federal (STF)  afirmando que não aceitará ameaças “estimuladas por integrantes do Estado”, um recado direto ao presidente. Hoje (16), a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão em cinco Estados e DF no inquérito sobre atos antidemocráticos.

O Brasil é o único país do mundo que não tem ministro da Saúde durante a pandemia. Além disso, Bolsonaro nomeou 9 militares que não são médicos, para a pasta. Quando perguntado por repórteres sobre as mortes crescentes no país, respondeu: “E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê?”. Ou: “sou messias mas não faço milagre.”

Para piorar, especialistas alertam que a reabertura do comércio em capitais como Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília, pode trazer uma segunda onda de contaminações e um crescimento de mortes.

Nunca antes na história desse país estivemos tão à deriva, tão sozinhos, empobrecidos e abandonados pelo poder público.

Mas isso não é normal e não pode se tornar normal.

Quem partiu é o amor de alguém

Nesse cenário que está mais para um filme de terror, parece não haver espaço para o luto, a dor e a tristeza dos que perderam seus entes amados. Com esse sentimento de perda sem espaço para ser expressado, artistas de Brasília decidiram homenagear aos que se foram e aos que ficam.

Intitulada ‘Quem partiu é o amor de alguém’, uma série de performances criada pelo diretor de teatro Hugo Rodas, reúne artistas e trabalhadores da cultura no DF e ocorreu pela terceira vez. A primeira, no dia 1º de junho, foi na Rodoviária do Plano Piloto, e a segunda, no dia 8, teve como cenário o Museu da República. Segundo os participantes, as intervenções são para lembrar que as mortes não são apenas números, são o amor de alguém que fica. E quem fica, está sofrendo, está chorando e está de luto, embora o presidente do Brasil apenas se ocupe em ofender a população e defender seus asseclas.

Assista ao vídeo da segunda performance dos artistas de Brasília, no Museu da República.
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