Uma parceria entre diversas organizações sociais, como Periferia é o Centro, Frente Favela Brasil, Rede Geração Solidária, FUNANI, INTERCAB-SP, Rede Quilombação, Nova Frente Negra Brasileira está com uma campanha para arrecadação de alimentos, produtos de limpeza e de proteção individual contra o Covid, nas periferias de São Paulo e região metropolitana.

A campanha se dá através do Match-funding, que funciona como uma vaquinha turbinada,  misturando o financiamento coletivo (ou crowd-funding) com aporte de parceiros, que multiplicam a arrecadação. Para cada R$ 1 arrecadado pelos projetos selecionados por intermédio da plataforma da Benfeitoria, o Fundo Colaborativo Enfrente contribui com mais R$ 2, até que o valor de R$30.000 seja alcançado.

Com o dinheiro em mãos, a Rede de Apoio Humanitário irá investir em compras com os comerciantes locais de cestas básicas e produtos de higiene para distribuição.

E está dando certo: a meta da campanha era atingir R$ 29.790,00 até o dia 5 de junho, o que possibilita a compra de 400 cestas básicas. A meta foi alcançada e as doações já passam de um pouco mais de R$ 32 mil.

A entrega dos alimentos  e kits de higiene é realizada pelos polos cadastrados com o apoio de voluntários das próprias comunidades.

Os polos da Rede de Apoio estão espalhados nas periferias de São Paulo promovendo trabalhos, seja de entrega de mantimentos ou promovendo ações arte-educacionais. Essa relação permite com que os polos conheçam as famílias em situação de vulnerabilidade social e econômica, característica usada como requisito no ato da entrega dos itens.

A periferia

A Rede de Apoio irá beneficiar polos espalhados por toda a capital paulista, além de cidades do ABC e da Baixada Santista e outras regiões periféricas, lugares mais afetados pela crise econômica.

Diana Brasilis, da coordenação da Rede de Apoio, explica que as ações de solidariedade não podem ser confundidas com assistencialismo, porque  nesse caso, as pessoas não se sentem encorajadas a resolver os problemas juntas, então a assistência aparece como um tipo de auxílio emergencial. O principal diferencial, segundo Diana, é que a Rede de Apoio Humanitário encoraja as pessoas da própria comunidade a se ajudar, não só a receber a ajuda.

“Fazemos uma comunicação para as pessoas da periferia, porque ali não há o estado. E isso trás  benefício para a população, porque ela começa a perceber que há alguma coisa errada, começa a se perguntar: por que estamos nessa situação, porque o estado não vem aqui? Essas ações organizadas fazem com que a população mude sua forma de pensar. Os gestores deveriam começar a se preocupar com essa não ação nas periferias, porque a população periférica está percebendo que o estado não age e isso vai aparecer nas eleições municipais”, afirmou Diana em live da página da Rede no Facebook.

O Fundo Colaborativa Enfrente

O Fundo Colaborativo Enfrente, que apoia a Rede Humanitária, composto pela Fundação Tide Setubal, poderá aportar o total de mais R$ 4.000.000,00 (quatro milhões de reais) para triplicar a arrecadação de campanhas de financiamento coletivo de iniciativas que enfrentem os efeitos do Coronavírus nas periferias urbanas brasileiras. Por se tratar de um Fundo Colaborativo e aberto a novos parceiros, o montante destinado à triplicação dos projetos pode ainda aumentar, possibilitando um número maior de iniciativas contempladas.

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Para conhecer mais sobre a Rede assista:

⚠️ A segunda live da Rede de Apoio Humanitário nas e das Periferias está no ar‼️Venha conhecer esse trabalho que está ajudando centenas de famílias nas periferias e São Paulo!🔵 A ideia é falar dos avanços da Rede de Apoio Humanitário e da relação com os polos que realizam a distribuição das cestas básicas.

Publicado por Rede de Apoio Humanitário nas e das Periferias em Quinta-feira, 28 de maio de 2020