A Marcha pela Vida concentra diversas manifestações virtuais, nesta terça, 9 de junho, apontando a necessidade de ações coordenadas e em diálogo com a sociedade civil para uma resposta científica e humana à pandemia. Além desse primeiro dia de atividades, a Frente Pela Vida irá elaborar documentos e posicionamentos coletivos que apontem caminhos para a produção e promoção de políticas públicas, coerentes e necessárias ao momento da epidemia no país.

Acesse: https://marchavirtualpelavida.org.br/

A Marcha é parte das ações da Frente Pela Vida, lançada no dia 29 de maio, por Nove entidades da sociedade civil, como um movimento para convidar os brasileiros à defesa da vida e de valores fundamentais para a sociedade no enfrentamento da pandemia de coronavírus: a vida, a saúde e o SUS, a ciência, a solidariedade, a preservação do meio ambiente, a democracia.

De acordo com o manifesto da Frente Pela Vida, o Brasil vive uma grave crise – sanitária, econômica, social e política – exigindo de toda sociedade, especialmente de governantes e representantes do povo, o exercício de uma cidadania guiada pelos princípios da solidariedade e da dignidade humana, baseada na democracia e na busca de soluções conjuntas para o bem comum de toda a população.

“O País é hoje o epicentro da pandemia da COVID-19 na América Latina. Temos a maior taxa de transmissão da doença, o segundo maior número de casos no mundo e a maior taxa diária de mortes, mesmo sem considerar a comprovada subnotificação. Vivemos uma situação de gravíssima emergência em saúde pública, com 707.412 infectados já notificados e ultrapassamos 37.134 mortos”, diz o site da Marcha.

A Frente pela Vida, para a qual todos os setores da sociedade brasileira estão convidados a participar, está baseada nos seguintes pilares:

• O direito à vida é o bem mais relevante e inalienável da pessoa humana, sem distinção de qualquer natureza;

• As medidas de prevenção e controle para o enfrentamento da pandemia da COVID-19 devem ser estabelecidas com base científica e rigorosamente seguidas a partir de planejamento articulado entre os governos federal, estadual e municipal;

• O Sistema Único de Saúde (SUS) é instrumento essencial para preservar vidas, garantindo, com equidade, acesso universal e integral à saúde;

• A solidariedade, em especial para com os grupos mais vulneráveis da população, é um princípio primordial para uma sociedade mais justa, sustentável e fraterna;

• É imprescindível para a vida no Planeta a preservação do meio ambiente e da biodiversidade, garantindo a todos uma vida ecologicamente equilibrada e sustentável;

• A democracia e o respeito à Constituição são fundamentais para assegurar os direitos individuais e sociais, bem como para proporcionar condições dignas de vida para todas as brasileiras e todos os brasileiros.

Participam da Frente as entidades: Abrasco, SBPC, ABI, SBB, CNBB, Cebes, Asssociação Brasileira de Ecnomomia da Saúde (ABrES); Confederação das Associações dos Moradores (Conam);  Sociedade Brasileira para a Qualidade do Cuidado e Segurança do Paciente (SOBRASP);  Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar);  Articulação Nacional de Aids (Anaids); União das Negras e Negros (Unegro), Rede de Médicos e Médicas populares, entre outras, além de diversas instituições de ensino e pesquisa, entre outras.