Desde que teve início o processo de distanciamento físico, a União dos Movimentos de Moradia de São Paulo (UMM-SP) se mobiliza para garantir condições mínimas para as pessoas conseguirem ficar em casa. Pra ficar em casa, é preciso que as famílias tenham uma moradia digna, e por isso entendemos que a crise traz de volta ao centro do debate público a necessidade de se investir em uma política habitacional com participação popular. Além disso, promovemos diariamente uma ação social de distribuição de cestas básicas em todas as regiões de São Paulo, com enfoque nas ocupações urbanas (de prédio e terra) favelas e mutirões autogestionários. Nesta primeira semana de junho, a UMM-SP completa 50 mil cestas alimentos e materiais de higiene distribuídas.

Também estamos em ação em diversos municípios do Estado: Ribeirão Preto, Santos, Osasco, Suzano, Carapicuíba são algumas das cidades onde a solidariedade está acontecendo.

A UMM realiza um trabalho permanente de identificação das regiões e famílias mais vulneráveis, para que as doações cheguem a quem mais precisa. Além disso, mobilizamos 28 costureiras para a confecção de máscaras, divididas em 2 grupos – Sul e Leste. Costuramos até o momento mais de 8 mil máscaras, e já estamos trabalhando para produzir mais 20 mil. As máscaras foram distribuídas junto aos grupos que estão fazendo a distribuição de doações.

Você pode ajudar nas próximas! Contribua com a nossa vaquinha on-line: http://vaka.me/974021

O trabalho de arrecadação e distribuição de cestas continuará por toda a capital e outras cidades do estado de São Paulo. Somado a isso, daremos continuidade às denúncias de violações de direitos, como ameaças de despejo e cortes no fornecimento de serviços essenciais, como água e luz. As lideranças da UMM também seguem no apoio aos sem-teto com informações sobre a pandemia e o acesso ao auxílio emergencial, outro direito violado pelo governo federal, que sequer garantiu que todas as famílias vulneráveis o recebessem. Também seguimos na luta para que a prefeitura de São Paulo, CDHU e governo federal suspendam a cobrança de prestações de financiamento habitacional enquanto dure a pandemia.

Precisamos seguir em luta para que o Estado cumpra seu papel, com a efetivação de políticas públicas que diminuam o impacto econômico-social no cotidiano das famílias. Também exigimos uma completa mudança da política macroeconômica federal, que passe a ser orientada pelas necessidades das classes populares, e não pelos interesses do mercado financeiro.